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Convenção Contábil da Consistência (ou Uniformidade)

A Convenção Contábil da Consistência (ou Uniformidade) significa que todos os critérios utilizados contabilmente em determinado período contábil devem ser mantidos ao longo do tempo para que as demonstrações contábeis dos diversos períodos e das diversas datas seqüenciais sejam comparáveis entre si, permitindo ao leitor a extração de informações úteis e com alguma capacidade de apontar tendências futuras.

A idéia é que especificamente uma determinada entidade mantenha, ela mesma, ao longo do tempo, uma consistência (uniformidade) nos seus procedimentos.

Quando se fala em consistência, é importante que se entenda a manutenção não só de todos os critérios de avaliação de ativos, passivos, receitas, custos e despesas, mas também dos relativos à classificação desses mesmos itens no balanço, na demonstração dos resultados ou em outras demonstrações contábeis. É fundamental, também, que haja consistência no que se refere aos períodos abrangidos por essas mesmas demonstrações.

A consistência é fundamental efetivamente para se ter a característica comentada de comparabilidade, já que, por exemplo, a mudança de critério de avaliação de estoques. de determinação dos encargos de depreciação, de apropriação dos encargos financeiros (juros simples ou juros compostos) ou outras tiram a capacidade do usuário de efetuar comparações, análises e previsões.

A existência da Convenção da Consistência não significa que a empresa não possa mudar de critérios de avaliação, classificação, períodos etc. Significa que eles não devem ser mudados continuamente, apenas quando houver necessidade imperiosa. É fundamental que nas primeiras demonstrações publicadas após a mudança sejam fornecidas informações sobre o que mudou; é muito importante e não se pode jamais esquecer de colocar, em notas explicativas, quais os efeitos em reais trazidos por essas modificações introduzidas em todas as demonstrações contábeis (balanço, resultado, origem e aplicações de recursos etc.), para que o leitor possa avaliar o seu efeito e comparar com o que seriam as novas peças contábeis, se essas modificações não tivessem sido introduzidas.

Fonte: Editorial IOB

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