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Depreciação e Perda de Valor de Veículos - Como Funciona?

Todos devem saber que um carro zero-quilômetro assim que sai da concessionária, seu valor já sofre uma forte depreciação. Veja como esta se dá e quais os fatores que a estimulam ou a amortecem.

Passo a passo:

1. Em média, um automóvel perde cerca de 15% de seu valor de mercado ao ano, sendo que no primeiro ano a desvalorização é ainda mais acentuada, podendo alcançar números em torno de 20% a 25% ao ano.

2. Do quarto ano de uso do automóvel em diante, a desvalorização sofre um grande amortecimento, a menos de 10 % ao ano, cuja mola central é a alta demanda por veículos usados, graças aos preços mais acessíveis, e a conseqüente valorização destes.

3. É importante observar que quando do cálculo da depreciação do veículo, a partir do segundo ano, o valor base ao qual o percentual de depreciação atua é o do preço do ano X-1 (X menos 1), ou seja, ano anterior, e não sobre o valor do carro zero-quilômetro.

4. A depreciação não atua de maneira semelhante em todos os carros. É sabido que modelos esportivos ? seguro mais caro, público-alvo formado por proprietários jovens -, luxuosos ? manutenção cara, público alvo fica pouco tempo com o carro ? e importados sofrem uma maior depreciação, se comparados à de outros modelos, como, por exemplo, os carros populares e os modelos mais resistentes e aqueles que têm bastante mercado no que concerne aos carros usados e autopeças..

5. Apesar de os carros zero-quilômetro equipados com ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, dentre outros recursos opcionais, chegarem a valer cerca de 20% a mais que aqueles sem os acessórios opcionais, perdem, com o passar dos anos, quase que integralmente o valor relativos aos acessórios. O motivo é a menor disposição de os comprados de usados pagarem pelos equipamentos opcionais.

6. Os modelos novos no mercado, ou seja, os lançamentos, também podem representar riscos de forte desvalorização; o motivo: o desconhecimento da adaptação ao mercado e quanto à demanda. Veículos cuja marca ainda não é bastante conhecida e que ainda não ganhou a confiança do público também representam um grande risco de desvalorização.

7. Quanto às cores, a regra geral é fugir daquelas cujo público-alvo é bastante reduzido, como, por exemplo, laranja, amarelo,vermelho, lilás, cor dos táxis da cidade, tons gritantes, etc.

8. A compra de modelos já bem aceitos pelo público, com mercado bom, mas com variações na carroceria, como, por exemplo, modelos wagons ou duas portas (quando o mais comum do modelo é oferecer quatro portas) também merece atenção especial para que não se torne, como se diz no jargão dos vendedores, um mico na hora da venda.

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