O objetivo final é esse mesmo
que você está pensando: vender roupas. Mas faz muito tempo
que desfiles deixaram de funcionar como uma vitrine das
roupas que vão ser vendidas nas lojas. Um bom exemplo disso
foi a última São Paulo Fashion Week, quando as modelos
escaladas pelo estilista Jum Nakao usaram vestidos feitos de
papel, que foram destruídos ao final da apresentação.
Hoje, o mais importante num desfile é apresentar o conceito,
a mensagem por trás da coleção – essa sim feita de peças de
verdade. "Os desfiles são condutores da imaginação, criando
vínculos entre o sonho e a realidade", explica Wanda
Maleronka, professora da faculdade de moda Anhembi-Morumbi,
em São Paulo. Nesse sentido, o que eles querem é despertar
nas pessoas o desejo por aquela marca e tudo o que ela
oferecer.
Além disso, desfiles também são usados para informar
tendências. Por exemplo, se brilhos estão em alta, é bem
provável que um estilista apresente uma blusa exageradamente
cheia de brilhos durante seu desfile. Na apresentação, a
peça vai chamar a atenção e marcar a memória das pessoas.
Mas a blusa que será vendida na loja é uma versão bem
simplificada daquela. Afinal, seria impossível usar no
dia-a-dia algumas das extravagâncias que vemos nas
passarelas.